Bonito é um sorriso encharcado de lágrima, gostoso é uma risada alta no meio de uma conversa boba, no meio da rua. Lindo são os olhares que se leem sozinhos, sem precisar legenda. Perfeitos são os dias simples na companhia de gente que sabe despertar na gente a vontade de viver. Bonito é ver que a chuva cai sempre de cima pra baixo e que as nossas preces evaporam daqui de baixo lá pro alto, para onde há quem olhe por nós e dite as leis simples do universo como o nascer do sol na hora certa, o nascer de alguém na hora devida e os minutos exatos da permanência de cada um. Lindo é o coração de quem perdoa e tem capacidade de pedir perdão. Perfeita é essa nossa capacidade de amar tanta gente, de formas tão diferentes. Mas, se tem algo que eu ache bonito mesmo é acreditar… em si, em Deus, na vida.
Odeio gente perfeita demais, sorridente demais. Odeio quem diz “oi, linda” só pra ganhar algo. Odeio quem acaba de me conhecer e já diz “eu te amo”. Odeio. Odeio quem força simpatia, quem finge que gosta, quem diz “ah, somos só amigos” mas, lá no fundo, tá cheio de segundas intenções. Odeio quem faz drama e começa a chorar só pra ser o centro das atenções. Odeio quem se faz de coitado e mais ainda quem dá atenção a isso, mas também odeio quem trata as pessoas como um nada. Odeio o preconceito, mas principalmente, quem diz que a aparência não importa mas não quer ficar com alguém “porque é feio”. Odeio quem fica, de qualquer jeito. Odeio a capacidade que as pessoas têm de beijar sabendo que não tem sentimento. Odeio ilusões. Odeio quem aparece cheio de amor pra dar mas perde o tesão no meio do relacionamento. Odeio quem vai embora, mas odeio quem fica por falsidade. Odeio que tenham pena de mim. Odeio sentimentalismo, por mais sentimental que eu seja, lá no fundo. Mas odeio, acima de tudo, quem me odeia simplesmente por odiar tudo isso.
Tati Bernardi
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